Suspeita de Adulteração e Resposta Imediata em Vinhedo
Uma operação conjunta das forças de segurança foi realizada em Vinhedo (SP) nesta sexta-feira (3), resultando na interdição de uma adega e na apreensão de 102 garrafas de vodca. A ação da Polícia Civil, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Vigilância Sanitária e Procon Municipal, foi desencadeada após uma cliente procurar a Santa Casa da cidade com sintomas de intoxicação, relatando ter consumido uma caipirinha feita com a vodca em questão.
Caso Descartado, Mas Irregularidades Constatadas
Apesar da mobilização, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) descartou o caso de intoxicação por metanol na paciente. No entanto, a operação seguiu em frente. O proprietário da adega confirmou a venda do drink e apresentou as notas fiscais dos produtos, demonstrando colaboração. Mesmo assim, a adega foi interditada pelo Procon e Vigilância Sanitária, que emitiram uma notificação exigindo a regularização do atendimento e, principalmente, do protocolo de manuseio de bebidas em um prazo de 10 dias.
O Rastreamento da Bebida e a Continuidade da Análise
O foco da investigação mudou da saúde da cliente para a procedência e a adulteração dos produtos comercializados na adega.
Apreensão e Perícia da Vodca
A Polícia Civil recolheu todas as 102 garrafas de vodca — tanto as abertas quanto as lacradas — que foram utilizadas no preparo do drink suspeito. Este material será enviado ao Instituto de Criminalística para uma análise pericial minuciosa. O objetivo é verificar se houve falsificação ou adulteração nas bebidas, independentemente do resultado negativo do CIATox para o metanol na cliente.
A Urgência da Notificação e o Sigilo do Caso
A operação foi rápida: após a paciente relatar o mal-estar na Santa Casa de Vinhedo e a Polícia Civil ser acionada, foi determinada a força-tarefa de fiscalização. A Prefeitura de Vinhedo, em nota, informou que não se manifestaria sobre o caso, mantendo o sigilo das investigações em andamento.
Conclusão:
A operação em Vinhedo, iniciada por uma suspeita de intoxicação por bebida adulterada, culminou na interdição de uma adega e na apreensão de 102 garrafas de vodca para análise pericial. Embora o caso de metanol na cliente tenha sido descartado pelo CIATox, a interdição da adega pelo Procon e Vigilância Sanitária por irregularidades no manuseio de bebidas reforça a necessidade de vigilância constante. As autoridades aguardam agora o resultado da análise do Instituto de Criminalística para confirmar ou descartar a adulteração dos destilados apreendidos.
Com Informações do site: G1
