Quem é Diego Higa? O Piloto Campeão no Centro da Controvérsia
O piloto de drift Diego Higa, de 28 anos, se tornou o centro de uma grande polêmica nas redes sociais após a divulgação de um vídeo onde ele aparece realizando manobras perigosas em uma via destinada exclusivamente a ciclistas e pedestres. Vencedor de campeonatos nacionais e conhecido por ter triunfado em um reality show mundial de automobilismo, Higa é uma figura proeminente no cenário do drift brasileiro. Contudo, as imagens gravadas na Rota Márcia Prado, que cruza uma área de proteção ambiental entre São Paulo e Santos, despertaram severas críticas, tanto pela segurança dos frequentadores quanto pelo risco ao meio ambiente.
O Início de Carreira e os Títulos no Drift
Natural de Santos, no litoral paulista, a paixão de Higa pelo automobilismo começou cedo, aos 13 anos, no kart. Influenciado por seu pai, Walter Santana Neto, um dos pioneiros do drift na Baixada Santista, ele migrou rapidamente para a modalidade que o tornaria famoso. Aos 17 anos, já colecionava seu primeiro campeonato e, ao atingir a maioridade, dominou a SuperDrift Brasil, conquistando o título por oito vezes consecutivas. Com um impressionante acervo de 38 troféus, o piloto atualmente compete em um dos maiores eventos globais, o Fórmula Drift, nos Estados Unidos.
O Vídeo Problemático e a Repercussão Nacional
O cerne da controvérsia reside no vídeo, publicado por Higa em 11 de setembro, que mostra o piloto executando manobras de drift com um Nissan 350z na Estrada de Manutenção da Rodovia dos Imigrantes. Esta via faz parte da rota de cicloturismo Márcia Prado, inserida no Parque Estadual da Serra do Mar. O conteúdo gerou grande indignação, com internautas e ativistas apontando os perigos de alta velocidade e poluição sonora em uma área de preservação.
Investigação e Denúncia
Dias antes da publicação, Higa já havia compartilhado bastidores, onde se referia ao local como um “lugarzinho secreto” para testes do carro, mesmo alertando sobre as condições perigosas do asfalto e a neblina.
A situação ganhou escala após a denúncia pública da vereadora e ativista Renata Falzoni (PSB). Ela classificou a ação como um “completo absurdo” e um potencial “crime”, ressaltando o perigo de um acidente grave com ciclistas ou pedestres, além do dano à Mata Atlântica. A vereadora enviou um ofício à Fundação Florestal, órgão da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), que prontamente instaurou um processo administrativo para apurar a infração ambiental e caracterizar as responsabilidades administrativas da conduta.
Drift: Esporte vs. Infração Grave
Apesar de ser um esporte de alto rendimento, o drift, manobra onde o motorista provoca intencionalmente a perda de tração das rodas traseiras, exige ambientes controlados e seguros. A prática em locais não autorizados, como vias públicas ou rotas de cicloturismo, é classificada como infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro.
As Consequências Legais e Riscos de Segurança
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) enfatiza que manobras como o drift fora de autódromos e áreas apropriadas resultam em penalidades severas, incluindo multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir e a remoção do veículo. A Fundação Florestal reforçou que qualquer atividade que gere danos indiretos à Unidade de Conservação, como perturbação da fauna ou impacto hídrico, também é considerada infração ambiental, sujeita a sanções. O ato do piloto não apenas coloca em risco a sua segurança, mas principalmente a vida dos usuários da via e a integridade da Área de Proteção Ambiental.
Conclusão:
Diego Higa, um piloto reconhecido por sua habilidade e títulos no drift, encontra-se agora sob intensa pressão e investigação devido à realização de manobras arriscadas em uma rota de cicloturismo na Serra do Mar, uma área de proteção ambiental. A polêmica levanta um debate crucial sobre a responsabilidade de atletas e influenciadores digitais, o uso indevido de vias públicas para práticas esportivas e o respeito às leis ambientais e de trânsito. A atitude, considerada infração grave por órgãos estaduais e ativistas, serve como um alerta sobre os riscos e as penalidades associadas à prática de manobras perigosas fora de ambientes controlados.
Com Informações do site: G1
